Homenageados do Festival
Elke Maravilha
Elke Maravilha é atriz, intérprete musical, apresentadora, modelo. Precursora de um estilo inovador, ousado e único, vem abrindo as possibilidades de caminho estético e comportamental por onde passa e aparece. Elke é uma personalidade artística cujo carisma provoca forte impacto popular, tanto na imagem como na mensagem de alegria, inteligência e irreverência. Devido a isto, já faz parte do imaginário popular brasileiro e pode perfilar com mitos contemporâneos como Carmem Miranda e Artur Bispo do Rosário.
Mesclando exotismo, misticismo, alegria, loucura e profundo conhecimento do humano, sua vibração contagiante a faz mensageira de utopias e portadora de esperanças. Dra. Nise da Silveira, criadora do Museu de Imagens do Inconsciente, afirmava que Elke é uma Sacerdotisa Dionisíaca, e que, com tal, ilumina caminhos e aquece corações.
Já na década de 60 despontou como símbolo de transgressão e liberação. Visionária como só os que assumem seu delírio, intuiu o movimento holístico e vem exercendo-o tanto em suas relações pessoais como em sua comunicação com o mundo.
Elke Maravilha é uma obra de arte em constante metamorfose e como artista vem trilhando o melhor dos caminhos da arte: Ela apostou e aposta no sonho possível.
Professora, tradutora e intérprete de línguas estrangeiras, incluindo Latim, foi a mais jovem professora de francês da Aliança Francesa e de inglês na União Cultural Brasil – Estados Unidos;
Fala oito idiomas: alemão, italiano, espanhol, russo, francês, inglês, grego e latim;
Foi bancária, secretária trilingue e bibliotecária;
Modelo e manequim: Começou a carreira de modelo aos 24 anos com Guilherme Guimarães, tendo trabalhado para grandes estilistas e considerada como inovadora nas passarelas.
“… aos poucos fui me impondo, mesmo como manequim. No início fazia um pouco o jogo, porque também sei ser chique: fazer um cabelo convencional, uma maquiagem leve, etc. Mas aquilo para mim era fantasiar-me. Eu não sou aquilo! E o legal é que os próprios costureiros começaram a entrar no meu barato, entender o meu estilo e proposta estética e fazer roupas especiais para eu desfilar.”
Em televisão começou em 1972, com o Velho Guerreiro, como jurada no “Cassino do Chacrinha”; “… um dia tocou o telefone com alguém me convidando para ir no programa do Chacrinha. Eu não conhecia porque não via televisão, mas aceitei. Então perguntei a um amigo sobre como era o tal programa e ele me disse que era um programa de auditório que tinha um apresentador que tocava uma buzina o tempo todo. Achei legal, comprei uma buzina e entrei lá buzinando; o Painho se encantou comigo e eu com ele. Foi assim que começou!”
- Foi jurada no “Show de Calouros”, com Silvio Santos;
- Comandou o Talk Show “ELKE”, no SBT;
- Na TV Bandeirantes fez o “Quadro Esotérico” no programa Amaury Jr.;
- Novela “A Volta de Beto Rockfeller”, na TV Tupi;
- Participou em “Memórias de um Gigolô”, com direção de Walter Avancini. Seu desempenho como a dona de um bordel foi tão arrebatador, que foi convidada a ser madrinha da Associação das Prostitutas do Rio de Janeiro;
No cinema iniciou com o filme “Barão Otelo no Barato dos Bilhões”, com Grande Otelo;
- “Quando o Carnaval Chegar” e “Xica da Silva”, de Cacá Diegues; “Em “Xica da Silva” foi premiada com a “Coruja de Ouro” como melhor atriz coadjuvante.
- “Pixote”, de Hector Babenco;
- “A Noiva da Cidade”, com roteiro de Humberto Mauro e dirigido por Alex Viany;
- “Gente que Transa”, de Silvio de Abreu;
- “A força de Xangô”, direção de Iberê Cavalcante;
- “Elke Maravilha contra o Homem Atômico”, filme infantil de Gilvan Pereira;
- “Xuxa Requebra”, com direção de Tizuka Yamazaki;
- “Tanga – Deu no New York Times”, de Henfil;
No teatro iniciou na peça “Viva o Cordão Encarnado”, um pastoril, dirigido por Luiz Mendonça; Também dirigida por Luiz Mendonça, fez o infantil “O Castelo das Sete Torres” e o musical “Rio de Cabo a Rabo”;
- “Eu Gosto de Mamãe”, uma tragédia dirigida por Clovis Bueno.
- “A Rainha Morta”, onde interpretou Dona Inês de Castro, dirigida por Luiz Carlos Ripper;
- “O Homem e o Cavalo”, leitura dramática dirigida por José Celso Martinez Correa;
- “Orfeu da Conceição”, dirigida por Haroldo Costa;
- “O Lobo da Madrugada”, dirigida por Ana Maria Dias;
- “Carlota Joaquina”, dirigida por Nuno Leal Maia onde interpretou a rainha Dona. Maria, a Louca;
- Atualmente no musical “Elke – do Sagrado ao Profano” interpretando canções e textos, com direção geral de Rubens Curi e direção musical de Ian Bath.
“Perguntam-me como criei este estilo, este visual que me caracteriza. Digo que sempre busquei compor este jeito, claro que não era assim como agora, pois hoje a coisa é mais abrangente, com o tempo venho me descobrindo muito mais por dentro e colocando o que descubro para fora. Costumo dizer que sempre fui assim, só que com o tempo estou piorando! Na realidade, sempre fui um trem meio diferente, sabe? Ainda adolescente resolvi rasgar a roupa, desgrenhei o cabelo, exagerei na maquiagem e sai na rua… Levei até cuspida na cara. Mas foi bom porque entendi aquela situação como se estivessem colocando-me em teste. Talvez, se meu estilo não fosse verdadeiramente minha realidade interior, eu teria voltado atrás. Mas sabia que nunca iria recuar. Eu nunca quis agredir ninguém! O que eu quero é brincar, me mostrar, me comunicar”.
“Eu quero é conviver! A grande arte não é viver, é conviver”!
Fabio Cardoso
Fábio Cardoso nasceu na cidade paulista de Atibaia, no dia 20 de novembro de 1932. Sua carreira artística começou na Televisão TUPI, a pioneira, ao mesmo tempo em que começou a aparecer em filmes.
Em 1954, com pouco mais de vinte anos, fez o filme: “Amor de Verdade”. Em 1957 fez: “Dorinha no Soçaite”, em 1958 fez: “Matemática Zero, Amor Dez”; “Macumba na Alta”, e “Amor para Três”. Intercalou esse filmes fazendo papéis em novelas da TV TUPI. Fez: “E o Vento Levou”; “A Muralha”, em sua primeira versão. Fez então os filmes: “Meus Amores no Rio”; “Rei Pelé”. Na TV TUPI fez ainda: “Quando o Amor é Mais Forte”.
Em 1965 foi para a TV Excelsior, que estava no auge. Apareceu nas novelas: “Aquele que Deve Voltar”; “Dez Vidas”; “A Menina do Veleiro Azul”. Depois intercalou participação na TV Record, com “O Espantalho”, e na TV Band, tendo feito: “O Todo Poderoso”; “Os Adolescentes”; “Os Imigrantes” – Terceira geração. Depois no S.B.T fez: “A Ponte do Amor” e, bem mais tarde: “Pérola Negra”.
Esse é o resumo da vida artística do galã paulistano Fábio Cardoso, que foi também diretor e produtor de filmes , como o “Rei Pelé”.





