Homenageada


Suzana Amaral


Paulistana, nascida em 1932, é atriz, roteirista e cineasta.

Suzana Amaral iniciou sua carreira aos 37 anos no final da década de sessenta (1968 e 1971) quando, já mãe de nove filhos e quase avó, prestou vestibular para a primeira turma do curso de cinema na Escola de Comunicação e Arte da USP.
Sua estreia como diretora se deu em 1971 com o curta "Sua Majestade Piolim" sobre o famoso palhaço e suas ligações com o teatro popular; e com "Semana de 22", um panorama da Semana de Arte Moderna.
Em 1974, foi produtora e diretora da TV Cultura, rodando mais de cinquenta documentários em curta-metragens para o extinto programa Câmara Aberta.

Posteriormente fez pós graduação em Nova Iorque, onde, durante seu mestrado, continuou a produzir e dirigir.
Em 1979 foi premiada no Festival de Brasília com o curta "Minha Vida, Nossa Luta" (melhor filme), obra que serviu de pano de fundo e inspiração para a luta pelas creches da periferia de São Paulo.
Em 1985, Suzana Amaral estreia em longas de forma arrasadora na bela adaptação cinematográfica do livro homônimo de Clarice Lispector, "A Hora da Estrela".

O filme foi consagrado pela crítica e premiado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (1986), ganhando seis prêmios na mesma edição, ficando na história do festival como longa mais premiado. Revelou o talento da atriz Marcélia Cartaxo para o mundo e conquistou o Leão de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim.

"A Hora da Estrela", que conta também com atuações marcantes de José Dumont, Fernanda Montenegro e Tâmara Taxman, fez sucesso em vários festivais internacionais levando a diretora a acompanhar exibições do filme em cerca de 25 países.
No mesmo ano foi premiada como melhor direção no Festival de Havana.

Durante alguns anos Suzana Amaral percorreu diversos países promovendo a obra "A Hora da Estrela". Neste tempo escreveu cinco roteiros e produziu filmes para a emissora de TV portuguesa RTP.

Na década de 90 Suzana Amaral continuou sua carreira com produções para televisão e atuou no média metragem português "O regresso do homem que não gostava de sair de casa", de M.F. Costa e Silva.

Em 2001, Suzana Amaral volta à direção com outra adaptação literária, "Uma Vida de Menina", de Autran Dourado. Também mais uma vez a cineasta revela outra ótima atriz, a enigmática Sabrina Greve como a interiorana Biela. Uma Vida em Segredo" recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Brasília e quatro prêmios no Cine Ceará: Melhor Filme, Melhor, Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte.
Sua mais recente obra é o longa "Hotel Atlântico" (2009), adaptação do livro homônimo do escritor gaúcho João Gilberto Noll.


Filmografia:
- "Semana de 22" (1968)
- "Sua Majestade, Piolim" (1971)
- "Os Mortos Viram Terra" (1971)
- "Érico Veríssimo" (1975)
- "A Pair of Shoes" (1976)
- "Circularity" (1977)
- "Views of My Father Weeping" (1978)
- "Minha Vida Nossa Luta" (1979)
- "Crescer Para Ser Quem?" (1979)
- "A Hora da Estrela" (1985)
- "Procura-se" (1992)
- "Uma Vida em Segredo" (2001/2002)
- "Perto do Coração Selvagem" (2004)
- "Hotel Atlântico" (2009)

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